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quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Missão de reconhecimento - parte III

No dia 24/07/07 pela manhã, sai do aubergue e fui até a estação, a pé, pegar o ônibus para a turística Ville de Québec. Na minha humilde opinião, uma das mais belas cidades da província. Tudo é muito limpo, organizado, tudo de bom.

O bairro Petit-Champlain, o mais antigo quartier français da América, é perfeito. Fiquei mais 2 dias por aqui, hospedado no Auberge International de Québec (http://www.cisq.org/). Este albergue sim é muito bom, bem localizado, no coração do Vieux Québec (CAD$20,00/dia). Caminhei muito também. Caminhei por todo o bairro, e realmente, parecia que eu estava na Europa. Em toda parte tem um artista apresentando-se. Vi uma mulher com uns malabares, que após o show, pediu carinhosamente uma ajuda de apenas CAD$5,00, hehe. Acho que eles ganham bem por lá. Na verdade, pelo que notei, a mão de obra é cara. Isto para todo o Canadá. Acho interessante esta filosofia, pois valoriza o ser humano e seu trabalho. Já as coisas industrializadas, feitas por máquinas basicamente, é muito barato, tipo eletrônicos, carro, ...Tá certo!

Uma atração a parte é o Chateau Frontenac. Pode ser visto por quase toda a cidade. É um hotel construído em1893, para homenagear um dos governadores na Nouvelle France, o conde de Frontenac. É muito belo tanto de dia como à noite.

Outro lugar muito bonito é o Hotel do Parlamento de Québec. Lá tem um jardim magnífico, com uma grandiosa fonte na entrada!

Agora, uma caminhada que recomendo é pelo Plaines d'Abraham. Muito show! Muito verde, jardins, o jardim da Joana d'Arc. Tu podes fazer o caminho dos governadores ou pode passar pela citadela e acompanhar a troca da guarda (isto deixei pra fazer com a Silvia da próxima vez, deve ter uma vista bala!!).

Na última noite na cidade fui num show de fogos de artifício, Les Grands Feux Loto-Québec, no parc de la chute-Montmorency (www.lesgrandsfeux.com). É uma competição entre equipes de diversos países. Neste noite era a vez dos argentinos, que mataram a pau!!

Em todas as cidades, fui visitar o Carrefour de la Jeunnesse Emploi. É um organismo pertencente ao Emploi-Québec. Achei que seria legal aproveitar para visitar estes órgãos. Percebi que no interior, eles são bem mais atenciosos, buscam nos ajudar mais, procuram fazer de tudo para ficarmos na cidade deles, mostrando os pontos positivos e a realidade sobre empregos, deixam usar os computadores, imprimir os cvs, etc. Já em Montreal e Québec, grandes centros, nem tanto. Simplesmente dizem que só poderão nos ajudar e disponibilizar as ferramentas de busca de emprego e tal, após estarmos morando na cidade.

Bem, estou chegando finalmente ao final desta trilogia e gostaria de dizer mais 5 palavrinhas: Amor, eu te amo muito!! Sei que foi difícil pra ti não poder ter ido junto pra conhecer o lugar onde nós iremos morar. Mas queria te dizer, que valeu a pena, pois hoje sei que nós seremos recompensados no fim do processo de imigração. Estaremos nos mudando, não para um país ideal, mas sim, para um lugar onde visualizo um futuro próspero para nós e nosso, ou nossos filhos.

Beijo meu amor! Je t'aime beaucoup!

Thiago

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Missão de reconhecimento - parte II


Continuando o tour pelo Québec...

Sábado, dia 21/07/07, saí pela manhã do Gîte, Au Ptit Manoir (CAD$60/dia), em que eu estava para ir de ônibus para Montreal. Ah, esqueci de comentar, um Gîte é uma casa de famíla na qual os donos alugam os quartos. Este em que eu fiquei era muito bom mesmo (http://www.auptitmanoir.net/). Bem, cheguei em montreal. Saí da estação de autobus com a minha mala de rodinhas e uma mochila nas costas. Perguntei pro taxista onde era a rua saint-vincent. Ele não entendeu. Refiz a pergunta mudando um pouco a entonação da voz, e agora sim ele entendeu. Me disse que era uns 10 minutos caminhando. E foi o que fiz. Após uma meia hora caminhando, me vi perdido. Peguei um táxi, paguei CAD$10,00 mais 1 de gorjeta (o cara reclamou que tinha esquecido da gorjeta). Pelo menos ele me levou certo até o local do Auberge Le Sous Bois, onde eu permaneci até o dia 24/07/07 pela manhã, totalizando 3 dias. O albergue é muito bem localizado, no coração da Vieux Montreal, muito perto do Hotel de Ville (bah, quem me dera!). Mas por dentro não gostei nada. Bem, em Montreal eu andei pra caramba também. De dia fazia uns 30 graus, quente e ensolarado. Muito bala a região do vieux port. A parte do centro comercial também é muito show, com aqueles arranha-céus espelhados contrastando com lindas edificações antigas. No domingo, mais caminhadas, visitei alguns parques e também, pela tarde, me encontrei com um amigo brasileiro que está morando por lá. Fomos de carro (ufa!) até o Mont-Royal e pude avistar a cidade de cima, outra vista inesquecível. Deve ser muito bonito à noite tbém. Caminhei durante a noite tbém. Sem problemas. Uma coisa que vi foram alguns pedintes em sinaleiras, poucos, mas havia (mas não crianças). Caminhando pela cidade tu vê, volte e meia, uns caras muito loko tbém. Muita gente andando de bicicleta, de roller. Em muitas avenidas existe espaço para o trânsito de bikes. Resumindo: gostei muito da cidade. Bem estruturada em todos os aspectos (serviços, ofertas de emprego, turismo, educação, hospitais, sem violência). Achei parecido com porto alegre, tirando as coisas ruins de poa.

domingo, 7 de outubro de 2007

Missão de reconhecimento - parte I

Bem, em junho de 2007 decidimos que seria melhor visitar o lugar no qual pretendemos morar. Devido aos custos e a necessidade de tempo, apenas eu fui fazer a missão de reconhecimento. Começou então a busca pelas passagens. Descobri que é difícil achar uma passagem com um mês de antecedência para julho, pois é pleno verão de lá e é época de férias daqui. Ou seja, muitos brasileiros indo. Mas no fim, a Jaqueline da Turistar, conseguiu.

Assim, dia 14 de julho de 2007, via Air Canadá, eu partia para uma grande missão: conhecer, documentar e avaliar.

14/07/2007-chegada na ville de Québec. Chegando na área de desembarque já vi meus amigos que estão morando por lá. Bah, sem eles, a minha viagem teria sido muito mais difícil. Obrigado Alex e Grazi, foi uma baita ajuda e muito legal estar lá com vocês. No primeiro dia passeamos pela cidade e partimos no final da tarde para uma cidade bem ao norte da província, Rimouski, que é onde eles moram. Muito show, fiquei lá por 5 dias. É uma cidade de 40 mil habitantes, fica na borda do fleuve Saint-Laurent. É um lugar bem servido: centro regional hospitalar, universidade, parques (em especial o Parc National du Bic, muito show!), centros comerciais, lugar para passear, e até praia tem. Lá, comecei o meu intensivo de français e tive contato com a culinária quebecoise, le sirop d'erable e a poutine (pratos bem típicos). Com a ajuda do Alex, que fez praticamente tudo, consegui reservar os lugares para ficar no restante da viagem, que eu viria a fazer sozinho.
Daqui, do Bas-Saint-Laurent, fui para o outro lado do fleuve, conhecer a região de Saguenay-Lac Saint-Jean. A partir daí, eu estava sozinho. Fui de ônibus (+ou- CAD$90,00), umas 3,5 horas até Quebéc + umas 3,5 horas até Jonquière. Esta é uma região industrial, onde se encontram as grandes produtoras de alumínio e de papel. Devido a minha profissão, eu tinha um grande motivo para conhecê-la. A cidade tem cerca de 50 mil habitantes. Como eu estava sem carro, começara aqui uma fase de longas caminhadas. Passeei pelo centro e também por bairros residenciais, mas na verdade a cidade não me atraiu muito. O que gostei mesmo foi do show do Kaïn, que eu fui sexta à noite. Estava muito legal, em plena av. central, de graça. Tudo bem organizado e sem problemas. Recomendo a banda.
Aí embaixo tem um videozinho que eu fiz em diversos lugares da cidade de Rimouski, ao som de "comme dans le temps", do Kaïn.